Longe de viver.
Escuto novos verbos na chuva…
Beijo a minha futura viúva,
Estou sempre tão perto de morrer.
Tenho em mim tanto amor
Para dar num mundo de fingimento.
No escuro não existe só esta cor
Preta no garrido sofrimento.
Longe de viver.
Solitária a minha vivência,
Acompanhada de decadência.
Onde me vou esconder?
Estou sempre tão perto de morrer
Longe de ter a consciência
Da minha humanidade a desaparecer.
Não questiono a minha existência
Quando o sol se está a pôr.
Só questiono fustigada dormência
Pela alvorada do teu amor.
12-1-2007
Rui Sousa
terça-feira, 6 de abril de 2010
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