quarta-feira, 30 de setembro de 2009

NINGUÉM

O amor solitário vem…
Penso em alguém
Que será ninguém?
Se amor não tem.
Outro fantasma, também.

A musa ausente contém
Novos poemas doridos,
Velhos afectos feridos,
Outro fantasma, também.

O álcool deixou de me amar…
Assim também lhe retribui.
Só a minha saúde destruí
Querendo lento me matar.

O álcool, a musa, a poesia, meu bem…
Outro fantasma, também.









2-12-2007

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