Embriagado numa festa sem fim,
Por vezes a minha voz soou maviosa.
Expressei os meus sentimentos, enfim…
E só me compreendeu uma criança chorosa,
Distante de outras que seguiam o Flautista de Hamelin.
Acordei tarde num dia de sol
E as pessoas me olham de lado
Como um pequeno monstro que engole
Cuspidelas e palavrões no mundo desaguado.
Vou-me isolar no meu escuro quarto.
A minha voz foi a flauta de Hamelin,
E de tanta rouquidão dei um parto.
Tristezas saindo dentro de mim…
Estou da humanidade tão farto.
Só tenho a ânsia do fim…
Nunca mais quero sair do meu quarto.
Engana-me outra vez, flauta de Lorenin…
16-3-2007
sexta-feira, 27 de março de 2009
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